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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Inovação no Marketing

Inovação no Marketing

O Marketing, como o conhecemos, com suas idiossincrasias e desgovernanças irá acabar logo. Por quê? Porque é anti-econômico, porque não gosta de indicadores, porque tem alergia de controle, porque gasta demais, porque tem entregado de menos. Exceções à parte, o que era para ser o motor mercadológico e de inovação das empresas (o olhar de fora), acabou se especializando em engordar e se entender mais importante do que realmente é.
O mercado vem demandando mudanças drásticas. E estas, impondo a inovação como resposta para este “Novo Marketing”. Para o Marketing atual, essas mudanças serão conceituais, de expectativas, de estrutura e de orçamento. Será mais governança e menos festa! Mais raciocínio e menos energia.
As principais tendências que nortearão a inovação, para este Novo Marketing, compreendem diversos fatores ligados a questões econômicas, sociais, de consumo, de tecnologias, mídias, canais e de modelos de negócio, dentre outras. Vejamos algumas das principais:
  • Globalização -> Meta-Concorrência -> Agilidade -> Melhores Líderes -> Melhores Decisões
  • Revisão das Premissas e Modelos de Negócio e Competitivos
  • Capital Intelectual como Fonte de Valor Corporativo
  • Exigência por Transparência e Melhores Práticas de Governança Corporativa, Sustentabilidade e Construção de Reputação
  • Pressões por Resultados de Curto-Prazo x Perenidade do Negócio
  • Forte Gap entre Planejamento Estratégico e Execução (Insuficiência do BSC)
  • Obsessão por Eficiência Orçamentária
  • Necessidade de Gestão de Relacionamentos de Alto Valor com os Diversos Stakeholders
  • Obrigatoriedade na Mensuração de Intangíveis: Investimentos Racionais e Resultados Mensuráveis em Marketing, TI, Internet, RH e demais “Centros de Custos”
  • Demandas crescentes por Inteligência do Negócio e Conhecimento “Ready to Use”
  • Consumidor 2.0, Web 2.0, Colaboração, Redes Sociais, Comunidades e o Novo Varejo
  • Marketização das Classes C, D e até E, incentivando o consumerismo para alguns produtos e serviços
  • Visão de Clusterização de Clientes em Substituição à Segmentação
  • Adesão às Novas Tecnologias, Mobilidade, Convergência, etc.
Fonte: Estudo “O Novo MKT” – DOM Strategy Partners
E quais são os impactos destas tendências na atual estrutura do Marketing nas empresas? Que fardos se apresentam para serem carregados? Leia a análise aqui!

Ensinamentos de Tom Peters, Michael Porter e Fabio Barbosa

Ensinamentos de Tom Peters, Michael Porter e Fabio Barbosa

Tom Peters acertaria em cheio caso apostasse que poucos líderes de marketing perguntam a seus funcionários o que eles acham sobre determinado projeto e realmente os ouvem. No Fórum HSM de Estratégia, realizado em agosto passado, Peters ressaltou que agradecer pelo trabalho ou pedir desculpas também são atitudes raras no mundo corporativo, capazes de minar a competitividade das companhias. Até das maiores organizações.
“Como a Ambev, por exemplo, poderia aumentar a sua competitividade?”, pergunta Michael Porter (foto) no mesmo evento. “Ela precisa ter uma cultura de alta performance para ter sucesso com produtos realmente diferentes”, responde o professor da Harvard Business School. Desenvolver estratégia hoje não é como antigamente. Num mundo em constantes transformações, o modelo tem que ser desenvolvido dia após dia de acordo com o mercado.
Engenheiros e profissionais de marketing devem trabalhar juntos, ouvindo os consumidores. Enquanto as empresas buscam inovações, os consumidores são conservadores em geral. Por isso, o design ganha importância. O exemplo da Apple é o mais batido, porém, o mais emblemático. Outro atributo cada vez mais importante é a sustentabilidade.
Sustentabilidade em pauta
Mesmo conservadores, as necessidades, valores e desejos dos consumidores têm mudado frequentemente.  A consciência ambiental e sustentável mudará a forma de consumir. As empresas terão que repensar seus modelos de negócio. Porter acredita que esta será, ao contrário do que muitos imaginam, uma oportunidade para melhorar a eficiência das companhias. Isso, se feita pelo caminho certo.
“A sustentabilidade tem que estar no planejamento estratégico, não apenas na comunicação”, afirma. A frase soa como música aos ouvidos de Fabio Barbosa (foto). “Estamos num mundo cada vez mais interdependente, com uma sociedade conectada em rede e as empresas serão julgadas pelos seus atos”, aponta o Presidente do Santander no Fórum da HSM. O executivo combate o que chama de falso dilema que diz ser impossível ganhar dinheiro fazendo negócio do jeito certo.
Este cenário exige um novo modelo de gestão, envolvendo a economia, a sociedade e o meio ambiente. Os novos mercados exigem novas demandas, novas ofertas e novos modelos de negócios. O caminho, no entanto, não tem atalhos. “Essa filosofia tem que estar na cultura da empresa a partir do presidente que tem com missão engajar a todos”.

Por que você precisa repensar a gestão da marca?

Por que você precisa repensar a gestão da marca?

Uma das poucas tendências que todos sabem de cabeça é que o mercado será cada vez mais competitivo e comoditizado. Agora, segundo Martin Lindstrom, o campo de batalha das marcas está dentro da mente das pessoas, entre o racional e o irracional. Nada menos do que 85% das ações que os consumidores tomam estão do lado não consciente do cérebro, aponta a pesquisa que o especialista em Neuromarketing realizou com mais de duas mil pessoas em seis países diferentes.
Por que você precisa repensar a gestão da marcaNos Estados Unidos, o medo fez aumentar em 19% a compra de armas e em 22% a instalação de câmeras de segurança, logo após o atentados de 11 de setembro de 2001. As marcas precisam adicionar algo de irracional aos seus produtos, aponta Lindstrom. A culpa é outro elemento catalisador de compras. É a gratidão entrando no jogo de consumo. “As pessoas não compram Louis Vuitton só pela qualidade e pelo design diferenciado, mas sim porque elas se sentem superiores”, afirma o especialista em um fórum realizado pela HSM do Brasil.
A velocidade com que as coisas acontecem hoje em dia também vem mudando a forma de adquirir produtos e serviços, de se informar e de responder a estímulos de marketing. Enquanto um adulto não consegue capturar mais do que 1,4 de informações simultâneas, as novas gerações são capazes de fazer até 5,4 ações por minuto. As sensações também contribuem para chamar a atenção. Se três dos sentidos forem ativados, as chances de comprar duplicam.
Por que você precisa repensar a gestão da marca“Quanto mais sensorial e pontos de contatos tiver, mais vendas teremos”, afirma o autor de A Lógica do Consumo – Verdades e Mentiras Sobre Por Que Compramos, o quarto livro de Marketing mais vendido em 2009. Além dos múltiplos contatos, é preciso que a marca tenha história. “Quanto vale um pedaço de pedra?”, pergunta Lindstrom. “Mas qual seria o valor do mesmo pedaço de pedra retirado do Muro de Berlim?”, emenda. “Uma história aumenta o valor de um produto”, diz.
Criar o que Martin Lindstrom chama de marcadores somáticos também é fundamental. É o M do Mcdonald’s, o monograma da Vuitton e a logomarca da Apple em formato de maçã. A pesquisa de Lindstrom indicou que há um aumento de 22% na frequência cardíaca das mulheres ao ver a cor da Tiffany. Esses elementos envolvem as pessoas. “Quanto mais você envolver o consumidor, mais ele promove a marca com o boca a boca”, aponta.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A metodologia 8 Ps do Marketing Digital

A metodologia 8 Ps do Marketing Digital

O método de trabalho da Publiweb se apóia em 8 passos bem definidos chamados os “8 Ps do Marketing Digital”. O método foi criado pelo próprio diretor da Publiweb, Conrado Adolpho, e tem sido comprovado pelo mercado dia a dia pelos resultados de nossos clientes.
O método 8 Ps contempla uma série de passos que as empresas devem seguir para que tenham sucesso em sua estratégia de marketing digital e para que saibam o que devem fazer a cada etapa. O modelo 8 Ps baseia-se em explorar de forma sinérgica as melhores ferramentas que a internet oferece hoje para o mercado com o objetivo de estruturar sistematicamente o que atualmente é feito de forma empírica e amadora pela maior parte das empresas.
Nossa metodologia é um processo cíclico que se renova a cada período fazendo com que a empresa tenha um resultado cada vez melhor a cada dia.
Conheça a metodologia dos 8 Ps e entenda porque a Publiweb é a empresa ideal para ser sua parceira em estratégias de marketing digital.
1ºP – PESQUISA 
Nesse primeiro passo a Publiweb pesquisa os hábitos de busca no Google, que revelam intenções de compra e necessidades do mercado, e, a partir daí, traça-se um perfil bem mais preciso do público-alvo.
A Publiweb também pesquisa o público-alvo em blog, fóruns e redes sociais para entender suas necessidades e desejos, desse modo, aliando as duas informações, traçamos um perfil mais preciso do consumidor para passarmos para a próxima etapa.
2ºP: PROJETO
A partir do momento que a Publiweb tem as informações sobre os hábitos de busca do público-alvo, foram criadas as condições para que seja desenvolvido um projeto de marketing digital para a empresa.
Tal projeto contempla os aspectos a serem desenvolvidos no site, a estratégia de marketing digital a ser implementada, as palavras-chave a serem otimizadas para o Google e outros aspectos fundamentais para o sucesso do negócio.
3ºP: PRODUÇÃO
Após o desenvolvimento e aprovação do projeto do segundo P, a Publiweb passa para a fase de programação. Nessa etapa transformamos o que antes era uma idéia, em algo tangível.
A Publiweb conta com uma competente equipe de programadores, jornalistas, arquitetos de informação para entregar o projeto com critérios rígidos e custo, qualidade e prazo.
4ºP: PUBLICAÇÃO
Após o site estar com toda a sua estrutura pronta, a Publiweb aloca uma equipe de jornalistas para escrever o conteúdo do site segundo critérios de otimização para o Google e segundo técnicas persuasivas para o consumidor.
Essa etapa é dividida em duas partes: publicação de conteúdo para o site e publicação de conteúdo em outros sites (como YouTube, SlideShare e outros). A Internet sem conteúdo não é nada e é justamente tal estratégia que gera uma imagem de credibilidade muito melhor para a empresa.
5ºP: PROMOÇÃO
Dependendo dos objetivos de marketing da empresa, a etapa da promoção é muito importante para gerar “buzz” no mercado. São essas ações que geram resultados de venda a curto prazo.
A Publiweb confecciona a estratégia e o desenvolvimento de Hotsites promocionais, campanhas em links patrocinados, campanhas de e-mail marketing e outras ações ativas por parte da empresa são necessárias para que aumentar os resultados 
6ºP: PROPAGAÇÃO
Uma vez que a empresa tem conteúdo relevante para o consumidor, que foi gerado no quarto P, e ações promocionais, desenvolvidas no quinto P, é importante propagar tais atividades em redes sociais, fóruns, blog e afins.
A Publiweb mantém uma equipe de profissionais responsáveis por divulgação da marca da empresa em ferramentas de web 2.0 para, com isso, transformar o consumidor em veículo e gerar credibilidade.
7ºP: PERSONALIZAÇÃO
A Publiweb tem a consciência de que a empresa deve, não somente atrair continuamente novos clientes, mas vender cada vez mais para clientes antigos, através do marketing de relacionamento.
Desenvolvemos para a empresa estratégias de marketing de relacionamento via web fidelizando e vendendo mais produtos e serviços para clientes que já conhecem a empresa.
8ºP: PRECISÃO
A maior vantagem da internet é a capacidade de mensuração de resultados de toda e qualquer ação realizada. A Publiweb tem profissionais especializados em métricas para que mostre ao cliente o retorno alcançado e direcionar as próximas ações.
A partir do momento que a Publiweb mede tais resultados, conhece-se melhor o público-alvo e volta-se para o primeiro passo melhorando a cada ciclo as ações dos outros Ps.

domingo, 24 de outubro de 2010

Banco de Imagens FREE

http://arteexpressagratis.blogspot.com/

http://rgbstock.com

http://www.sxc.hu…as

http://bancosdeimagens.com 

http://www.niffylux.com

http://bdi.agencia7.net

89 sites de imagens GRATUITAS

Aqui está minha coleção completa de banco de imagens grátis. Alguns comercializam fotos também, mas tem uma opção de free photos. São 89 bancos de imagens do mundo todo, tem foto de tudo quanto é tipo, até sites especializados em fotos de plantas e insetos. A maioria em alta resolução. Acho que você vai achar essa lista bem divertida. ;)
  1. Stock.XCHNG
  2. everystockphoto
  3. Morguefile
  4. Dreamstime
  5. Woophy
  6. Pixel Perfect Digital
  7. Abstract Influence
  8. Stockvault.net
  9. aboutpixel.de
  10. Dns Fotografia Digital
  11. CNICE
  12. Image*After
  13. FreePixels
  14. Big Foto
  15. Fontplay
  16. FreeImages
  17. FreeFoto
  18. tOfz
  19. pixelio.de
  20. FreePhotoBank
  21. Public-domain-photos.com
  22. Free Photos Web
  23. FreePhotosBank.com
  24. freerangestock.com
  25. Visipix
  26. Burning Well
  27. Cepolina Photos
  28. ImageBase
  29. DHD Multimedia Gallery
  30. ZURBphotos
  31. stock.diwiesign.com
  32. Stockcache
  33. Orange Trash
  34. UnProfound
  35. unices.org
  36. Amygdela’s atmosphere
  37. Twice Pix
  38. Studio25
  39. star29
  40. Cromavista
  41. 9×13 glänzend
  42. StickStock.com
  43. dieBlen.de
  44. Photogen
  45. DexHaus
  46. OpenPhoto.Net
  47. graphicsarena.com
  48. tripalbum.net
  49. La Chti’te galerie
  50. OneOddDude.net
  51. MFX.de
  52. FotoDatebank
  53. Majestic Imagery
  54. SPB
  55. DesignPacks.com
  56. EssEndEmmE Stock Photos
  57. Fotobank
  58. IronOrchid
  59. Vintage Pixels
  60. Microshots.org (close-up)
  61. Pixalia
  62. fotofree.org
  63. PhotoRack
  64. Imageblowout
  65. Bajstock.com
  66. FreeMediaGoo
  67. PIX
  68. Apostroph | Freshpics
  69. Four Bees
  70. FotoImpact.ro
  71. Plants of Hawaii
  72. Farmphoto
  73. ARS
  74. Animal Pictures Archive
  75. Yellowstone Digital Slide File
  76. Insecta
  77. Insect Images
  78. FEMA
  79. Aarin Free Photo
  80. Creativity 103
  81. Truly Free Stock
  82. Jay Arraich’s Free Photos
  83. Piotr.Pix
  84. Public Domain Stock Photos
  85. LIGHTmatter
  86. FreeStockPhotos
  87. Imagetemple.com
  88. A Digital Dreamer
  89. ArtFavor | Photo Collection

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Web Semântica


O que é Web Semântica?




Pode guardar a gramática, pois o assunto não tem nada em comum com língua portuguesa. Web Semântica é um novo conceito de internet que surge para mudar tudo o que conhecemos através da rede e a nossa interatividade com ela dentro dos próximos anos. Mas você saberia dizer exatamente do que se trata?

O problema

O crescimento da internet foi muito grande e em menos de duas décadas e o que era um projeto para compartilhar informações do mundo todo acabou criando proporções inimagináveis. Isto certamente é muito bom por conta da abrangência e da quantidade de fontes com conteúdos diversos, mas acabou ocasionando um verdadeiro caos de informações. Como qualquer um publica suas próprias informações, o volume é tão absurdo que acaba poluindo os resultados e tornando a navegação cada vez mais confusa e dispersa.

A solução

Web Semântica não se trata de uma nova rede de informações, mas sim de um projeto para aplicar conceitos inteligentes na internet atual. Nela cada informação vem com um significado bem definido e não se encontra mais solta no mar de conteúdo, permitindo uma melhor interação com o usuário. Novos motores de busca, interfaces inovadoras, criação de dicionários de sinônimos e a organização inteligente de conteúdos são alguns exemplos de aprimoramento. Desta forma você não vai mais precisar minerar a internet em busca daquilo que você procura, ela vai passar a se comportar como um todo, e não mais como um monte de informação empilhada.




O implemento desta nova tecnologia começou recentemente e ainda vai levar mais alguns anos até que entre completamente em vigor e dê um jeito em toda a enorme bagunça que a internet se tornou. Mesmo assim você já pode conferir os primeiros resultados deste novo conceito em ação, por exemplo: no site do Google, digite a palavra “define:” seguida de qualquer outra palavra. Ao invés de receber uma séria de páginas com resultados genéricos, o site exibe para você apenas páginas que definem a palavra que você escolheu, é a internet ganhando inteligência artificial para filtrar o que você procura.

Em resumo, Web Semântica é um novo passo no desenvolvimento da internet marcado principalmente pela organização do conteúdo e pela interação inteligente do usuário com o material disponibilizado na rede. É a tecnologia de um novo passo na internet transformando a rede virtual de informações em um ambiente cada vez mais humano.


Web ²

Web 2.0 conheça a internet do futuro!

terça-feira, 26 de Janeiro de 2010 em 02:17 

Mais uma vez uma pequena explicação acerca da WEB 2.0. Após a leitura deste texto, só posso dizer que estou plenamente de acordo acerca do porquê se desenvolver este conceito que para muitos ainda será um mistério, mas para outro uma realidade descoberta e em constante evolução.

Fonte: http://www.baixaki.com.br/info/2681-web-conheca-a-internet-do-futuro-.htm

Por Luciano De Sampaio Soares
Cientistas e engenheiros começam a desenvolver o conceito da Web², mais ágil, econômica e capaz de lidar com as mais diversas plataformas – do seu desktop a roupas inteligentes.


Todo mundo já ouviu falar da Web 2.0 – a internet social. Sites mais fáceis de utilizar, redes sociais, plataformas de interação e o compartilhamento de informação e conteúdo são suas marcas mais conhecidas. Muitos também se lembram da WWW, com seus sites em tabelas de HTML preenchidos de GIFs animados. A transição destes dois momentos distintos da história da internet, entretanto, ocorreu de maneira relativamente tranquila para o usuário - que só precisou atualizar seu navegador e algumas tecnologias de plugins, como o Flash, e mais recentemente o Silverlight.
Agora, as principais diferenças entre a WWW original e a Web 2.0 – estrutura e conteúdo – serão novamente colocadas à margem de um novo passo na evolução da rede mundial de computadores. O que já se chama de Web
2 está em vias de nascer.
Web 2.0 + World = Web2
Essa é, aproximadamente, a equação que Tim O´Reilly – que cunhou o termo Web 2.0 para essa etapa de interação social da internet e defensor da Creative Commons e do Software Livre– usou para descrever o próximo passo da história da rede. Porém, o quê exatamente é a tal da web “ao quadrado”?
Tanto O´Reilly quanto o grupo europeu BIONETS (
BIOlogically inspired NETwork Services, ou serviços de rede biologicamente inspirados) defendem uma nova arquitetura do conteúdo disponível. Mais complexa, mais heterogênea e mais escalável, a Web2 deve ser uma rede que não apenas conecta computadores pessoais e dispositivos móveis como PDAs e celulares. A grande evolução é a conexão do forno de microondas, do computador de bordo do seu carro e até mesmo de peças de roupa inteligentes.
Pelo lado do conteúdo, a Web
2 não deve se afastar da característica de interação social trazida pela Web 2.0, porém com a convergência de diversos serviços para dispositivos portáteis, e principalmente o advento doCloud Computing, a maneira de se relacionar online mudará.
Pedras demais no caminho
O grande problema de uma rede tão abrangente é a dificuldade de encontrar um padrão básico que possa ser utilizado – e entendido - por todos os tipos de aparelhos que estejam conectados. O chip que analisa seus dados vitais e biométricos durante a prática de esportes não tem a mesma capacidade nem a mesma programação que o processador de um smartphone de última geração.
Na prática, isso significa que as aplicações desenvolvidas para a Web
2, além de funcionarem normalmente no seu navegador, deverão também ser entendidas e processadas por equipamentos muito mais simples do que um computador. Essa preocupação já existe há algum tempo, com a popularização das redes WAP, EDGE e 3G que permitiu o acesso remoto à internet através de telefones celulares.
O desafio é fazer com que dados enviados, por exemplo, de um celular sejam compreendidos, interpretados e executados por sistemas de segurança, carros, além de diversos equipamentos domésticos ou profissionais. Com a enorme diferença de tecnologias existente entre cada fabricante, e a ausência de um modelo único de formatação desses dados, pode-se esperar complicações nesse processo. Lidar com este grau de discrepância será uma das principais conquistas da Web
2.
Para todos, o tempo todo
Além das dificuldades tecnológicas e de processamento de dados, uma segunda barreira já foi reconhecida pelos pesquisadores da Web2. A quantidade de dispositivos que estarão conectados o tempo todo só tende a aumentar, o que exigirá da infraestrutura da rede desempenho e estabilidade muito maiores.
No mundo inteiro as redes de telefonia celular frequentemente apresentam problemas como quedas nas taxas de transferência e diminuição da qualidade do sinal.
Agora imagine que além dos telefones, utilidades domésticas, roupas inteligentes e uma série de outros equipamentos também estarão conectados o tempo inteiro à essa rede. Entretanto, sem investimentos significativos na ampliação e melhoria do sistema, a possibilidade de instalar a Web
2 e vê-la funcionar é mínima.
Somando problemas de tecnologia e de estrutura, pode-se perceber que ainda existe um longo caminho a ser trilhado até a chegada da nova era da comunicação online.
Soluções simples
Porém, a falta de condições atual é mais um incentivo ao desenvolvimento de alternativas viáveis do que um grande fosso onde qualquer esforço se afoga.
A computação na nuvem (
cloud computing) é uma das possibilidades mais promissoras em relação à Web2. Retirando as tarefas mais complexas de processamento de computadores individuais e mandando-as para grandes servidores, diminui-se o problema de “entendimento” entre as várias plataformas diferentes.
A natureza ajuda
Além de pensar no futuro do planeta e da humanidade, o conservacionismo ecológico também tem seu papel dentro da pesquisa de alta tecnologia. A BIONETS citada anteriormente, por exemplo, usa modelos baseados em dinâmica populacional, evolução e até mesmo processos químicos de macromoléculas para criar novas possibilidades de atuação computacional, como o computador de DNA ou mesmo as redes neurais, como as utilizadas em pesquisa de inteligência artificial.
Segundo a própria iniciativa BIONETS, eventos naturais podem servir não só de inspiração, mas principalmente de exemplo para a resolução de problemas que envolvem alto grau de complexidade. Isso é verdade, especialmente, em termos de relações ecológicas, em que um grande número de indivíduos diferentes entre si interagem com outras populações igualmente heterogêneas, em um cenário não muito diferente daquele imaginado para a Web
2.
Significados, ao invés de termos
Outra característica que pode ser determinante para o advento da Web2 é a Web Semântica, conceito sobre o qual você encontra mais detalhes neste artigo do Baixaki. Para o pesquisador Pierre Lévy, por exemplo, deve–se criar uma “linguagem universal” para disponibilizar todos os conceitos da cultura humana em meio digital, de maneira independente de idiomas. Ou seja, para que a internet se torne ponte de conexão entre ideias – e não apenas entre documentos como é hoje – seria necessário poder acessar um determinado artigo chinês – em seu idioma original – e mesmo sem conhecer esta língua entender o texto. Mesmo que isso seja feito de forma conceitual. Além de Lévy, também o “pai da internet”, Tim Berners-Lee, atua nessa direcção.
Quando chega o futuro?
Não se sabe, mas pode-se ter certeza que não deve demorar. Com os avanços científicos e tecnológicos acontecendo em intervalos cada vez menores, a qualquer momento a Web 2.0 pode ser elevada ao quadrado.


sexta-feira, 1 de outubro de 2010